
Uma coisa interessante aconteceu comigo ontem, terça-feira, 20 de outubro. Deixem-me explicar melhor.
Há alguns meses, tenho dedicado minhas terças e quintas-feiras a uma nova atividade: a carpintaria.
Nesses dias, fico quase completamente desligado dos meios de comunicação, como telefone, rádio, televisão, computador e plataformas de redes sociais. Recolho-me à minha pequena carpintaria e desenvolvo projetos como tábuas de carne, gamelas, mesas, luminárias e esculturas em madeira.
Por isso, somente vejo as mensagens que me enviam e retorno as ligações que recebo quando encerro esse meu novo trabalho.
Curiosamente, ontem recebi alguns recados muito interessantes. O primeiro veio de um grande e querido amigo, que dizia ter estranhado uma postagem minha no Twitter sobre Janja, por considerar que aquele tipo de comentário não era do meu feitio. Nela, eu me mostrava indignado com o comportamento de nossa primeira-dama durante o debate entre os candidatos à Presidência da República.
Confesso que, quando li a mensagem desse amigo, nem me lembrava de ter feito tal postagem, até porque Janja é tão insignificante… Depois, recordei o motivo de haver publicado aquele comentário.
Ao observar o comportamento de nossa atual primeira-dama, lembrei-me de outras mulheres que ocuparam essa posição, como Marly Sarney, Ruth Cardoso e até mesmo Marisa Letícia. Jamais vi nenhuma delas tomar atitudes semelhantes às que essa senhora tomou naquele episódio e costuma tomar em outras ocasiões. A comparação levou-me a comentar o ocorrido.
Depois, recebi diversas mensagens de amigos comentando minhas últimas postagens. Com exceção de duas, todas foram enviadas por pessoas que afirmavam que minhas análises e meus pensamentos representavam exatamente aquilo que elas próprias pensavam e sentiam.
As duas mensagens divergentes vieram de uma querida amiga e de um novo, mas já bom amigo, ambos pertencentes a correntes políticas e ideológicas diferentes da minha.
A amiga, talvez por ser mais próxima, mandou-me, na lata, um “Comentário infeliz esse seu” e um “Me poupe”, porque eu havia publicado um vídeo no qual o presidente Lula aparecia sendo extremamente grosseiro com um auxiliar.
Sobre esse mesmo vídeo, o outro amigo enviou-me uma mensagem de áudio justificando que aquilo que Lula dissera era apenas uma brincadeira, uma forma carinhosa e costumeira de tratar seu fotógrafo particular, fruto de vinte anos de convivência entre os dois.
De todas as mensagens que recebi ao final de um dia de trabalho exaustivo, física e mentalmente, a que mais chamou minha atenção e me deixou embasbacado foi a de uma amiga perguntando se eu já havia assistido ao novo vídeo de Nikolas Ferreira, que, segundo ela, em poucas horas havia superado 60 milhões de visualizações, cinco milhões de curtidas e outros tantos milhões de repostagens.
Ora, não sigo políticos de nenhuma tonalidade ideológica. Sigo pouquíssimas pessoas, geralmente amigos, e não escolho quem acompanhar por preferências políticas, partidárias ou ideológicas, mas por amizade, respeito e admiração.
Seja qual for o conteúdo do vídeo de Nikolas Ferreira, consigo imaginar o que ele contém, assim como imagino o conteúdo das publicações de outros políticos, tanto de direita quanto de esquerda.
Cada pessoa escolhe suas referências, e essas escolhas dizem muito sobre ela. Eu faço questão de seguir pessoas como Mário Sérgio Cortella, Fernando Schüler, Mário Prata, Carlos Andreazza, William Waack e André Marsiglia, entre poucos.
Imaginem se eu iria seguir Janones, Boulos ou Erika Hilton!…