Minha modesta opinião sobre o parangolé causado pelo inocente requerimento de um impoluto Ministro, e o despacho descabido do seu sacrossanto colega

O título é grande, e, para alguns mais atentos, só ele já bastaria para dizer tudo que precisa ser dito sobre esse assunto.

Mas vou continuar para poder afirmar que o que está faltando em nosso país é vergonha na cara dos poderosos, principalmente daqueles albergados na mais alta corte do judiciário, sem jamais esquecer daqueles do legislativo e do executivo.

Neste caso, trata-se de uma casta que foi ungida para defender a Constituição, e que, quando chamada, deveria esclarecer dúvidas e pendências em relação à aplicação e à aplicabilidade de seus mandamentos, sempre sob a luz da correção ética, da sabedoria cultural, da coerência semântica e do bom senso jurídico, entre outros procedimentos que deveria seguir, mas não o faz, muitas vezes por despreparo e algumas por mera malignidade.

O sigilo e a proteção da fonte jornalística existem para possibilitar a investigação dos fatos, para que a verdade sobre eles, eliminadas as versões das diversas partes, possa aparecer e se impor. E isso está protegido como cláusula pétrea da nossa Constituição.

Quando um Ministro da mais alta corte judicial de um país age, sabendo que estará desvirtuando, atropelando, vilipendiando, estuprando preceitos constitucionais tão claros, até para acadêmicos do primeiro ano do curso de direito, é porque ele deseja que todos saibam que ele pode fazer isso, porque ninguém vai impedi-lo. Porque, além da falta de vergonha deles, há uma outra falta muito importante em nosso país: falta de coragem, falta de gente que enfrente essa cambada que resolveu transformar o nosso país em seu quintal, em seu parquinho de diversões.

A minha indignação chegou quase ao seu ponto máximo, até porque este caso é movido contra um jornalista que eu acho ser um verme desqualificado. Mas é exatamente por isso que tenho certeza de que o direito deve ser resguardado e defendido a todo custo, pois as ditaduras começam assim. Os detentores do poder passam a tomar atitudes ilegais contra certas pessoas, as quais também detestamos, e, quando isso passa a ser visto como comum e natural, os canalhas passam a atacar os direitos e garantias de qualquer um que os desagrade.

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Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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