Quando a alegria supera a pressão

Os dois últimos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2026 simbolizam aquilo que para mim é o mais exemplar no esporte mundial.

No jogo entre Inglaterra e França, pela decisão do terceiro lugar, o que se viu foi um futebol completamente descontraído, leve, solto, lindo mesmo, onde 10 gols fizeram a alegria dos espectadores.

A vitória da Inglaterra por 6 a 4 representa bem o jogo, pois a meu ver, mesmo o time Frances sendo melhor que o Inglês, naquele jogo os brancos foram melhores que os azuis.

O jogo foi lindo, descontraído, alegre desprovido da responsabilidade de ganhar o campeonato, mas com a alegria de estar ali, jogando futebol.

No jogo final o que se viu foi algo diferente. O jogo também foi bonito, mas foi tenso, muito tenso. Cheio de pressão, da repugnante catimba da equipe Argentina, de todos os jogadores, inclusive do santinho do Messi, que ficou apagado durante todo o jogo.

A Arbitragem foi o que houve de pior na partida. Juiz ruim. Mais que isso tendencioso. Beneficiou diversas vezes a Argentina, inclusive anulando um gol legítimo da Espanha.

No esporte, neste nível, com todo o dinheiro envolvido, não poderia jamais existir esse tipo de arbitragem, que descaracteriza completamente a beleza do esporte.

O jogo transcorreu sob uma pressão insuportável e o que ele teve de belo, em muitos momentos, ficou ofuscado pela asquerosa catimba Argentina e pela péssima arbitragem.

A jovem equipe da Espanha jogou melhor e venceu, um jogo de final de Copa do Mundo, que vai entrar para a história como sendo um jogo pior que a disputa do terceiro lugar.

Perfil

“Poeta, contista e cronista, que, quando sobra tempo, também é deputado”. Era essa a maneira como Joaquim Elias Nagib Pinto Haickel aparecia no expediente da revista cultural Guarnicê, da qual foi o principal artífice. Mais de três décadas depois disso, o não mais, porem eterno parlamentar, ainda sem as sobras do tempo, permanece cronista, contista e poeta, além de cineasta.

Advogado, Joaquim Haickel foi eleito para o parlamento estadual pela primeira vez de 1982, quando foi o mais jovem parlamentar do Brasil. Em seguida, foi eleito deputado federal constituinte e depois voltou a ser deputado estadual até 2011. Entre 2011 e 2014 exerceu o cargo de secretario de esportes do Estado do Maranhão.

Cinema, esportes, culinária, literatura e artes de um modo geral estão entre as predileções de Joaquim Haickel, quando não está na arena política, de onde não se afasta, mesmo que tenha optado por não mais disputar mandato eletivo.

Cinéfilo inveterado, é autor do filme “Pelo Ouvido”, grande sucesso de 2008. Sua paixão pelo cinema fez com desenvolvesse juntamente com um grupo de colaboradores um projeto que visa resgatar e preservar a memória maranhense através do audiovisual.

Enquanto produz e dirigi filmes, Joaquim continua a escrever um livro sobre cinema e psicanálise, que, segundo ele, “se conseguir concluí-lo”, será sua obra definitiva.

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