Fiscais partidários não podem usar vestuário padronizado

urna A cena era muito comum no dia da eleição.

Ao redor das seções eleitorais, transitavam centenas de pessoas vestindo uma espécie de uniforme de campanha.

A cor das camisas coincidia com a cor que identifica a legenda partidária para a qual os “fiscais” estavam prestando serviço.

Era um artifício utilizado para fazer propaganda eleitoral de forma subliminar.

Uma espécie de boca-de-urna silenciosa, em que o pedido de voto estava subjacente no apelo visual da indumentária.

O escopo era sugestionar eleitores indecisos ou aqueles que não gostam de votar em candidato fraco para “não jogar o voto fora”.

A prática beneficiava principalmente os candidatos com robusto poder econômico, que dispõem de abundantes recursos financeiros para contratar grande contingente de apoiadores dispostos a trajar o vestuário padronizado.

Esse ardil também era muito empregado por prefeitos candidatos à reeleição, que coagiam os servidores públicos a trabalhar no dia do pleito como “fiscais partidários”.

Agora há proibição expressa de utilização de roupa padronizada no dia da votação (camisas, bonés etc).

A salubre vedação foi introduzida no ordenamento eleitoral pela minirreforma de 2009, cuja redação é a seguinte:

 “Aos fiscais partidários, nos trabalhos de votação, só é permitido que, em seus crachás, constem o nome e a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, vedada a padronização do vestuário” (art. 39-A, § 3º, Lei 9.504/97).

Família que lê unida, vence na vida unida

Do blog de César Soares

Cesar Outro dia, ao sair do quarto, me deparei com uma cena na sala que enche qualquer pai de orgulho: meus filhos Rycardo, Beatriz e Ludmila estavam todos lendo. Corri de volta ao quarto e peguei a câmera fotográfica para registrar aquele momento.

 A maior herança que quero deixar aos meus filhos é a mesma que herdei do meu pai: o gosto pela leitura, a busca constante por conhecimento.

 Bia e Lud estão numa competição saudável entre elas: quem ler mais livros até dezembro, terá o direito de escolher um presente extra de natal. Rycardo, além de procurar estar sempre bem informado, anda envolto aos seus livros do curso de Direito. 

  Bia atualmente está lendo “O Sucesso é ser Feliz”, de Roberto Shinyashiki; Lud lê “Harry Poter – A Pedra Filosofal”. A próxima obra que irão devorar é “O Mundo de Sofia”, de Jostein Gardner, um livro excelente para a iniciação na filosofia.

 Costumo lembrá-los de um ensinamento: “ler, nada mais é do que conversar com os sábios”.

Perfil

Blog informativo de Direito Eleitoral, com análise das inovações legislativas e da evolução jurisprudencial.

Flávio Braga é Pós-Graduado em Direito Eleitoral, Professor da Escola Judiciária Eleitoral e Analista Judiciário do TRE/MA.

“O seu voto não tem preço, tem consequências”

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