Política, religião e futebol

Cristiano Sardinha: “Na esfera da religião, a fé sem nenhuma base lógica contraria a capacidade humana de raciocinar”

São Luís – O famoso ditado popular “Não se discute política, religião e futebol” ganhou ainda mais força na era dos extremismos ideológicos. Por serem temas que despertam paixões e convicções profundas, essas questões costumam provocar discussões acaloradas, capazes de gerar conflitos que nem sempre terminam bem.

O problema dessa postura avessa ao diálogo é o engessamento das ideias e o fortalecimento do fanatismo. É exatamente isso que se observa na política contemporânea do Brasil, dos Estados Unidos e de diversos outros países.

Muitos candidatos parecem estar vivendo a sua “campanha dos sonhos”. Já não precisam apresentar propostas minimamente voltadas aos interesses públicos. Basta apontar o dedo para os adversários e gritar “Fascista!” ou “Comunista!”, conforme o lado que teatralmente fingem defender.

Na esfera da religião, a fé sem nenhuma base lógica contraria a capacidade humana de raciocinar, que em última instância, vem a ser uma dádiva concedida pelo próprio Criador. Sobre isso, Albert Einstein refletiu que “a ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega”, enfatizando que ambas se complementam.

Por fim, chegamos ao futebol. Deixei esse tema por último por ser aquele que mais fere o coração dos brasileiros após a eliminação da tão sonhada Copa do Mundo. Caros leitores, como se tornou difícil conversar sobre futebol neste momento! Falar de política e religião até parece uma tarefa mais fácil do que alcançar algum consenso sobre esse assunto.

Ainda assim, não serei omisso à proposta que apresentei no início deste texto. Direi apenas que, enquanto alguns jogadores deram o sangue dentro de campo, outros pareceram mais preocupados com a própria imagem do que com o sentimento de patriotismo ou com a alegria dos seus conterrâneos, dedicando maior atenção à promoção de casas de apostas.

Fiquem à vontade para discordar de tudo o que escrevi. O mais importante é que, diante das diferenças de opinião, predominem a empatia, a sinceridade e os bons argumentos.

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Cristiano Sardinha é escritor, professor e tabelião, graduado em Direito, Filosofia e História, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA e Doutor em Direito Constitucional pela UNIFOR.

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QUEM SOU EU

Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.

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