Empresários se mobilizam para enfrentar desafios do Centro Histórico

São Luís – Os desafios enfrentados diariamente por empresários que atuam no Centro Histórico de São Luís começaram a ganhar um novo espaço de discussão. A primeira reunião da Associação dos Empresários do Centro Histórico de São Luís (ACH) reuniu empreendedores para discutir problemas que impactam diretamente o funcionamento dos negócios e pensar estratégias para fortalecer a economia da região. Reunião foi realizada com a presença do superintendente do Iphan no Maranhão, Júnior Verde, e do diretor da Faculdade de Negócios Faene, Ricardo Carreira.
Realizado na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN/MA), o encontro marcou o início de uma articulação que pretende aproximar empresários, instituições e poder público na busca por soluções para questões como segurança, limpeza, infraestrutura, estacionamento, mobilidade urbana, tributação, burocracia e incentivos.
A associação foi criada pelo empresário Ricardo Pororoca, que defende uma atuação mais organizada do setor produtivo. Para ele, os empresários precisam participar ativamente das discussões sobre o futuro do Centro Histórico.
“O empresário que está aqui conhece a realidade do Centro Histórico, sabe das dificuldades, mas também conhece o potencial que existe. A associação surge para que essas vozes sejam ouvidas de forma organizada e para que possamos construir propostas concretas. Não podemos ficar apenas reclamando dos problemas; precisamos discutir soluções e buscar os caminhos para colocá-las em prática”, afirmou.
Durante a reunião, também foi ressaltada a necessidade de criar condições para que novos empreendimentos sejam atraídos para a região e para que os negócios já existentes tenham condições de permanecer e crescer.
Na avaliação de Pororoca, revitalizar o Centro Histórico não significa apenas recuperar prédios e espaços públicos, mas criar um ambiente capaz de receber moradores, turistas, investidores e consumidores durante diferentes períodos do dia.
“O Centro Histórico não pode funcionar somente em determinados horários ou depender exclusivamente do turismo. Precisamos criar uma dinâmica econômica permanente, com comércio, gastronomia, serviços, hotelaria, cultura e entretenimento. Quando conseguimos movimentar a região, todo mundo ganha: o empresário, o trabalhador, o morador, o turista e a própria cidade”, destacou.
Outro ponto considerado estratégico é a segurança. Para os empresários, a sensação de insegurança pode afastar consumidores, visitantes e investidores, além de prejudicar estabelecimentos que dependem do movimento noturno.
A melhoria da infraestrutura urbana e das condições de mobilidade e estacionamento também aparece entre as prioridades. A intenção da associação é reunir essas demandas em uma pauta comum e estabelecer canais permanentes de diálogo com os órgãos responsáveis.
A associação também pretende atuar na divulgação das potencialidades do Centro Histórico e na construção de uma imagem mais positiva da região como destino turístico e polo de negócios.















