Faene dá início às aulas do segundo semestre

Professor Ricardo Carreira com grupo de alunos da Faene

São Luís – As instituições de ensino de São Luís retomaram, nesta semana, as atividades acadêmicas para um novo semestre, marcando o retorno de estudantes às salas de aula e o início de uma nova etapa de formação e qualificação profissional.

Na Faculdade de Negócios Faene, com sede no Residencial Pinheiros, a programação inclui a retomada das aulas dos cursos de graduação em Administração e Logística, além de uma agenda especial para os alunos da pós-graduação.

Ricardo Carreira dá as boas-vindas aos alunos

Entre os destaques está a disciplina Planejamento da Produção, ministrada por Ricardo Carreira, professor e diretor de Negócios da instituição, para as turmas de Engenharia de Manutenção, Qualidade e Projetos. Para ele, o início de um novo semestre representa também uma oportunidade de renovar conhecimentos e preparar os profissionais para os desafios do mercado.

“A retomada das atividades acadêmicas é um momento importante para estudantes e professores, pois o termo urge e é preciso dar continuidade à formação, atualizar conhecimentos e aproximar cada vez mais a sala de aula das demandas do mercado de trabalho”, afirma Ricardo Carreira.

A agenda acadêmica da Faene segue movimentada ao longo do mês, com a disciplina Custos e Gestão Financeira Aplicada a Bares, Restaurantes e Hotéis, de 24 a 26 de agosto, voltada aos alunos da pós-graduação em Gastronomia, Hotelaria e Eventos (GHE).

Cristiano Sardinha: “Como escolher o melhor governante?”

“Ter conhecimento nem sempre significa ser ético”, diz Cristiano Sardinha

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam”. Essa reflexão de Platão nos alerta sobre o perigo de ignorarmos as questões políticas e de as deixarmos inteiramente a cargo dos outros.

É evidente que a política afeta diversos outros temas relevantes, tais como educação, saúde, segurança e tributos. Dessa maneira, toda a sociedade sofre quando pessoas mal-intencionadas assumem cargos políticos, distorcem os interesses públicos e beneficiam apenas a si mesmas ou aos seus apadrinhados.
Diante disso, resta a pergunta: como escolher o melhor governante?

A impressão que se tem é que os “aventureiros” cada vez mais almejam a política como profissão. Alguns nem se dão ao trabalho de apresentar qualquer tipo de proposta relevante, apenas disparam acusações contra os seus adversários ou repetem jargões como papagaios.

Nesse cenário, voltemos à filosofia platônica, que já tem mais de dois mil e quatrocentos anos, mas continua bastante atual e necessária. Platão ressaltava que o poder político deveria ser exercido pelos mais sábios e virtuosos. Ora, se para guiar um navio ou pilotar um avião exigem-se muito estudo, técnica apurada, anos de dedicação e prática, não faz nenhum sentido delegar os destinos de um povo a quem seja incapaz ou desconheça o básico para gerir a administração pública e governar de maneira razoável.

Ter conhecimento nem sempre significa ser ético. De toda sorte, buscar um governante mais preparado pode servir como um bom parâmetro para o eleitor consciente que vai às urnas exercer o seu direito democrático de votar.

Em uma democracia, não existem escolhas perfeitas. Escolher quem governará é também decidir, em grande medida, quais valores e quais prioridades orientarão os destinos da nossa sociedade.

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Cristiano Sardinha é escritor, professor e tabelião, graduado em Direito, Filosofia e História, Mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela UMSA e Doutor em Direito Constitucional pela UNIFOR.

Flávio Andradde apresenta novo show em Imperatriz e São Luís neste fim de semana

Flávio Andradde aborda, com muito bom humor, os conflitos, manias e acontecimentos que fazem parte da vida em família

São Luís – O humorista Flávio Andradde volta ao Maranhão com seu novo espetáculo, “Como Sobreviver à Própria Família?”, que será apresentado pela primeira vez em Imperatriz e São Luís. A comédia transforma em boas risadas as situações, histórias e personagens que fazem parte da convivência familiar.

A temporada no estado passa por Imperatriz, no sábado (15), no Teatro Ferreira Gullar, e por São Luís, no domingo (16), no Teatro Arthur Azevedo, reunindo o público maranhense para uma noite de humor e identificação com aquelas situações que, de tão familiares, todo mundo já viveu.

No novo show, Flávio Andradde aborda, com muito bom humor, os conflitos, manias e acontecimentos que fazem parte da vida em família. A proposta é simples: rir das situações que muitas vezes tiram a nossa paciência — e perceber que, no fim, quase toda família tem suas próprias histórias.

Os ingressos para as apresentações em Imperatriz e São Luís estão à venda pelo site da Tablado Produções.

Felipe Fernandes: “O cliente envelhece. O desejo não”

Felipe Fernandes: “Quem aos vinte anos queria a farra da micareta, aos quarenta e cinco quer saúde, disposição, longevidade, uma boa história para contar no domingo”

São Luís – Corrida de rua não é novidade. Sempre houve quem corresse — os grupos que treinam firme, os que se preparam para maratonas e triatlo, os apaixonados pelo esporte de longa data. O que se transformou, e no Brasil inteiro, foi outra coisa: a corrida deixou de ser assunto de atleta e virou fenômeno de multidão. Gente que nunca havia corrido na vida passou a acordar de madrugada, pagar inscrição, vestir a camisa e entrar na avenida. Não pela competição. Pela experiência de fazer parte.

No último sábado, vi isso de perto. Minha esposa e meu filho correram a Corrida 100% Você, que passou por São Luís e reuniu milhares de pessoas na Litorânea antes de o sol nascer. Eu não pude correr — estou me recuperando de uma cirurgia no joelho — e confesso que fiquei com pena. Não pela corrida em si, mas porque o que eu queria mesmo era viver aquilo com eles, os três na mesma prova, coisa que a nossa família nunca tinha feito. A lesão me deixou na posição de quem assiste. E, de fora, olhando, enxerguei a sacada.

Essa corrida foi idealizada por Bell Marques e pelos filhos.

Repare no movimento. O mesmo homem que, nos anos 90 e 2000, levava uma geração inteira atrás do trio elétrico no Marafolia — o nosso carnaval fora de época, todo mês de outubro, com a Litorânea lotada atrás do Chiclete com Banana — hoje, aos 73 anos, leva parte dessa mesma geração para correr cinco quilômetros de manhã. E não trocou uma coisa pela outra. O Bell continua fazendo show, continua enchendo avenida, esteve no nosso carnaval. Não abandonou o palco. Acrescentou um novo formato. E é aí que mora a inteligência.

Olhando para o que ele fez, vejo duas percepções operando ao mesmo tempo. A primeira: existe, no país inteiro, um movimento crescente de pessoas em busca de saúde, de vida ativa, de pertencer a algo coletivo que não seja a farra de antigamente. A segunda, mais sutil: o público que o seguia na juventude envelheceu junto com ele — e continua ligado a ele. Bastava o formato certo para reencontrar a mesma plateia.

E é esse o ponto que interessa. O público não desaparece quando envelhece. Ele apenas passa a procurar outra coisa.

Quem aos vinte anos queria a farra da micareta, aos quarenta e cinco quer saúde, disposição, longevidade, uma boa história para contar no domingo. Mas repare no que permanece: o desejo de pertencer, de viver algo junto com milhares de pessoas. Esse desejo é o mesmo. O que se transformou foi a forma. A emoção de estar no meio da multidão, na mesma avenida, continua — só trocou a bebida pelo isotônico.

Existe um conceito que explica bem essa jogada. Chama-se LTV, sigla em inglês para Lifetime Value — o valor que um cliente gera ao longo de toda a vida em que se mantém ligado a uma marca. A maioria das empresas pensa na venda de hoje. As mais inteligentes pensam em quanto tempo conseguem permanecer ao lado do mesmo cliente. Não se trata de vender uma vez, e sim de continuar vendendo para a mesma pessoa, em diferentes fases da vida dela, por décadas.

Foi o que ele fez. O menino que seguia o trio aos dezoito anos é o mesmo homem que corre aos quarenta e cinco. E os filhos desse homem, que correm ao lado do pai, são os clientes de amanhã. É a mesma relação, esticada no tempo e renovada a cada geração. Enquanto muita gente disputa o cliente novo, caro e difícil de conquistar, o Bell aprofunda a relação com o cliente que já tem — um dos ativos mais valiosos de qualquer negócio.

E aqui está a lição que vale para qualquer setor.

Costumamos acreditar que os grandes negócios nascem de inventar um desejo novo. Muitas vezes, acontece justamente o contrário: os melhores negócios percebem que um desejo antigo apenas mudou de forma. As pessoas continuam querendo as mesmas coisas essenciais — pertencer, se divertir, se cuidar, viver em comunidade. O que se altera, ao longo da vida, é o caminho pelo qual buscam isso. Quem enxerga a permanência do desejo por trás da nova roupagem encontra ouro. Quem só reconhece o formato antigo envelhece junto com ele e some. Foi assim que tantas marcas desapareceram: continuaram oferecendo a mesma coisa, do mesmo jeito, para um cliente que já tinha entrado em outra fase da vida. Ele não deixou de gostar. Elas é que deixaram de acompanhá-lo.

No fim, Bell Marques não criou apenas uma corrida. Encontrou mais uma forma de continuar ao lado da mesma geração que o acompanha desde sempre. Uma geração que um dia o seguiu na avenida à noite — e que hoje, na mesma avenida, o segue ao amanhecer.

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Felipe Fernandes é engenheiro e CEO da RendMais Invest e ESA Empreendimentos

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QUEM SOU EU

Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.

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