Felipe Fernandes: “Ninguém mora na minha mente sem pagar aluguel”

Felipe Fernandes: “Existem pessoas que moram na nossa mente há décadas e não pagam aluguel”

Vim a São Paulo a trabalho. Reuniões, compromissos, treinamento, agenda cheia. Mas resolvi fazer uma coisa diferente desta vez: aproveitar os espaços entre um compromisso e outro para reencontrar algumas pessoas que fizeram parte da minha história.

Em um desses intervalos, tirei o dia para almoçar com um grande amigo. Daqueles almoços sem hora para acabar, em que a conta chega muito antes de a conversa terminar.

Falamos da vida, dos filhos, do trabalho, das escolhas que fizemos e das pessoas que nos tornamos. E, em determinado momento, enquanto o escutava, comecei a perceber uma coisa que talvez ele próprio nunca tenha percebido.

Muitos anos atrás, aquele amigo me mostrou uma São Paulo que eu não conhecia.

E não estou falando apenas da cidade.

Ele me apresentou um jeito diferente de olhar as coisas. De entender pessoas, possibilidades, negócios, lugares. De alguma maneira, através dos olhos dele, conheci também um Brasil diferente daquele que eu conhecia.

Depois voltei para São Luís.

Levei minha vida adiante, construí empresas, fiz negócios, acertei, errei, conheci outras pessoas. E nunca parei para pensar quanto daquele novo olhar havia viajado comigo.

Até aquele almoço.

Foi quando me ocorreu uma frase conhecida: ninguém mora na minha mente sem pagar aluguel.

Normalmente usamos essa expressão para falar de quem nos incomoda. É uma forma de dizer que não devemos permitir que alguém que nos fez mal continue ocupando gratuitamente nossos pensamentos.

Faz sentido.

Mas naquele dia percebi que a frase contava apenas metade da história.

Porque existem pessoas que moram na nossa mente há décadas e não pagam aluguel nenhum.

E ainda bem.

Não porque pensemos nelas todos os dias. Às vezes passamos anos sem encontrá-las. Mas alguma coisa que disseram, fizeram ou nos mostraram acabou incorporada àquilo que somos.

Elas aparecem na maneira como tomamos uma decisão. No jeito como enxergamos uma oportunidade. Na coragem para fazer alguma coisa. Em um cuidado que aprendemos a ter. Até na forma como passamos a olhar uma cidade.

Há pessoas que não pagam aluguel para morar na nossa mente por uma razão muito simples: elas ajudaram a construir o imóvel.

Não são hóspedes.

Estão na fundação.

Nós, empresários, temos certa tendência a contar nossa trajetória como uma história individual. Trabalhei. Arrisquei. Decidi. Construí. Conquistei.

Os verbos normalmente aparecem na primeira pessoa.

Só que nenhuma trajetória empresarial é realmente escrita assim.

Dentro de cada decisão que tomamos existe um pouco de gente que encontramos pelo caminho.

Um professor. Um sócio. Um funcionário. Um cliente. Um amigo. Alguém que abriu uma porta. Outro que fechou uma. Alguém que disse uma frase na hora certa. Outro que nos apresentou uma realidade que não conhecíamos.

Às vezes, a contribuição foi tão discreta que a própria pessoa nunca soube o que provocou.

Esse talvez seja um dos patrimônios mais difíceis de contabilizar de uma vida: as pessoas que modificaram nosso olhar.

Porque dinheiro recebido aparece no extrato. Um imóvel aparece no patrimônio. Uma participação societária aparece no contrato.

Mas onde contabilizamos alguém que, aos vinte e poucos anos, nos fez enxergar possibilidades que antes não existiam?

Em lugar nenhum.

E, ainda assim, carregamos aquilo por décadas.

Talvez seja por isso que reencontrar determinadas pessoas produza uma sensação tão diferente. Não estamos apenas revendo alguém de quem gostamos. Estamos diante de uma parte da nossa própria construção.

Naquela tarde, meu amigo provavelmente achava que estávamos apenas colocando a conversa em dia.

Eu estava fazendo outra coisa.

Estava descobrindo de onde tinha vindo uma parte de mim.

Por isso, de vez em quando, vale fazer um inventário diferente daquele que fazemos nas empresas. Em vez de contar apenas o patrimônio que acumulamos, tentar lembrar das pessoas que ajudaram a construí-lo — e a nos construir.

Algumas talvez nem saibam.

E talvez essa seja justamente a beleza.

Há pessoas que moram há muitos anos na minha mente sem pagar aluguel.

Não pretendo cobrar.

Afinal, uma parte da casa foi construída por elas.

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Felipe Fernandes é engenheiro e CEO da RendMais Invest e ESA Empreendimentos

Grupo Equatorial abre inscrições para programa de inovação

Iniciativa é impulsionada pelo EQT Lab, hub de inovação do Grupo Equatorial,

São Luís – O Grupo Equatorial está com inscrições abertas para a primeira edição do Órbita, programa de inovação aberta que conecta startups a desafios reais da companhia. A iniciativa busca empresas capazes de desenvolver e testar, em ambiente operacional, soluções para questões estratégicas relacionadas à segurança em campo, qualidade e continuidade do fornecimento de energia e água, eficiência operacional e gestão sustentável de resíduos.

As inscrições podem ser realizadas até 24 de agosto de 2026, pelo site do EQT Lab: www.eqtlab.com.br/inovacao-aberta, braço de inovação da holding. O programa terá início com a seleção das startups e um Pitch Day previsto para setembro.

Mais do que aproximar a companhia do ecossistema de empreendedorismo e tecnologia, o Órbita foi estruturado para transformar inovação em aplicação prática para o negócio. As startups selecionadas terão acesso a ativos, estruturas e equipes do Grupo Equatorial para realizar provas de conceito (POCs) remuneradas, em condições reais de operação. A proposta é testar a efetividade das tecnologias, medir resultados e, nos casos de maior potencial, abrir caminho para futuras contratações ou parcerias.

A iniciativa é impulsionada pelo EQT Lab, hub de inovação do Grupo Equatorial, em parceria com a Innoscience, consultoria especializada em inovação corporativa, e integra a estratégia da companhia de ampliar o uso de novas tecnologias para aumentar a segurança, a eficiência e a qualidade dos serviços prestados.

“O Órbita reforça nosso compromisso com a inovação aberta como caminho para resolver desafios de negócio. Queremos aproximar a companhia de startups capazes de trazer novas tecnologias e novos olhares para segurança, eficiência, experiência dos clientes e transição energética”, afirma Lucas Pinheiro, Executivo do Instituto de Ciência e Tecnologia/EQT Lab do Grupo Equatorial.

Desafios para soluções aplicadas ao negócio

Na primeira edição, o Órbita selecionará startups para atuar em cinco desafios estratégicos: validação digital do uso de equipamentos de proteção individual e coletiva pelas equipes antes de cada atividade em campo, para reduzir o risco de acidentes elétricos; inteligência sobre dados de tensão da rede elétrica, para priorizar investimentos e melhorar a qualidade do fornecimento em áreas rurais; automação do monitoramento da distribuição de água, para detectar quedas de pressão e falhas de abastecimento com mais agilidade; sensores e alertas capazes de prevenir aproximações perigosas e intervenções irregulares de terceiros na rede elétrica energizada; e um modelo de gestão circular e rastreável para os resíduos operacionais do grupo, como postes, concreto, metais e materiais têxteis, conectando a companhia a recicladoras, cooperativas e outros parceiros especializados.

Uma porta de entrada para startups

O Órbita é direcionado a startups em estágio de validação ou tração, que já tenham uma solução desenvolvida e estejam preparadas para testá-la em campo. A proposta é diferente de programas voltados exclusivamente ao desenvolvimento de ideias: as empresas selecionadas deverão apresentar tecnologias com condições de aplicação e validação em um contexto operacional real.

Durante o programa, as startups terão contato direto com as áreas de negócio responsáveis por cada desafio e poderão acessar ativos e estruturas do Grupo Equatorial para a realização das POCs remuneradas.

“Aproximar-se do ecossistema de startups deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade estratégica para empresas que querem se manter competitivas e resolver problemas complexos de operação. O Órbita foi desenhado para que essa conexão aconteça de forma estruturada e objetiva, unindo o conhecimento que o Grupo Equatorial tem sobre seus próprios desafios à agilidade e à tecnologia que as startups trazem”, afirma Dagoberto Trento, sócio-diretor da Innoscience.

O programa terá duração de cinco meses, dividido em seis etapas: inscrições; filtro e Pitch Day; imersão; contratação; piloto e avaliação, com encerramento em dezembro de 2026 e realização de um Demoday. O evento final deverá apresentar os resultados dos pilotos e indicar quais soluções têm potencial para seguir em desenvolvimento junto à companhia.

Empório Fribal tem novo menu executivo

Chef Ricardo Formigari do Empório Fribal, que assina o novo menu executivo

São Luís – Quem precisa conciliar a rotina corrida com o prazer de uma boa refeição acaba de ganhar novas opções para a hora do almoço, em São Luís, Imperatriz e Teresina.

O Empório Fribal está com um menu executivo renovado em suas lanchonetes, que reúne sabor, qualidade e praticidade em pratos que vão dos clássicos da cozinha brasileira a preparações com massas e frutos do mar.

A proposta é oferecer uma experiência gastronômica completa sem abrir mão da agilidade que o almoço durante a semana exige. O cardápio passou por uma reformulação para ampliar a variedade de pratos, preservando opções já conhecidas pelos clientes e incorporando novas combinações.

Além das novidades da Seleção do Chef, assinadas pelo chef Ricardo Formigari, o almoço executivo mantém pratos consagrados, como Picadinho de Carne, Strogonoff de Carne, Filé de Frango, Filé Mignon com Fritas, Carne de Sol, Filé de Frango ao Molho 4 Queijos e Penne à Bolonhesa. A variedade permite escolher entre uma refeição mais tradicional ou experimentar novas combinações, de acordo com o gosto e a ocasião.

E o sábado também tem um sabor especial. Nesse dia, uma das opções é a Feijoada Completa, acompanhada de arroz branco, couve refogada, farofa, laranja e pimenta-biquinho, uma combinação que reforça a presença da culinária afetiva e brasileira no menu.

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QUEM SOU EU

Jornalista profissional formado pela Universidade Federal do Maranhão e que há mais de 20 anos integra o staff do Grupo Mirante, Evandro Júnior é do Imirante.com, titular da coluna Tapete Vermelho, dentro do Caderno PH Revista, e coordenador e colaborador diário e interino da coluna de Pergentino Holanda (PH) no Imirante.com. A proposta é trazer informações sobre generalidades, com um destaque especial para as esferas cultural, empresarial e política.

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