{"id":422,"date":"2009-06-28T07:16:58","date_gmt":"2009-06-28T10:16:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/"},"modified":"2009-06-28T07:16:58","modified_gmt":"2009-06-28T10:16:58","slug":"um-pedaco-da-ponte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/","title":{"rendered":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I"},"content":{"rendered":"<p>Vou inaugurar uma nova fase de postagem nesse blog. J\u00e1 que com a mudan\u00e7a editorial do Jornal\u00a0 O Estado do Maranh\u00e3o, passei a escrever naquele matutino apenas quinzenalmente, na semana que eu n\u00e3o publicar naquele ve\u00edculo, publicarei aqui contos, cr\u00f4nicas e poemas publicados em meus livros ou de algum amigo.\u00a0<br \/>\n\u00a0<br \/>\nCome\u00e7o hoje com o pref\u00e1cio que meu querido companheiro de Assembl\u00e9ia Nacional Constituinte, Artur da T\u00e1vola, fez para meu livro \u201cA Ponte\u201d, editado pela Global Editora em 1991.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nEm seguida lhes ofere\u00e7o um pouco do \u201cEngenho Central, Pindar\u00e9\u201d, feito com a inestim\u00e1vel colabora\u00e7\u00e3o da maravilhosa mem\u00f3ria e da imensa sensibilidade de minha tia Josefina.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n<strong>FAC\u00daNDIA<\/strong><br \/>\n\u00a0<br \/>\nJoaquim Haickel \u00e9 um facundo.\u00a0 Na vida como na literatura.\u00a0 Raros escritores s\u00e3o, na arte, o que na vida s\u00e3o.\u00a0 E sua fac\u00fandia existencial estende-se para a literatura. \u00c9 um c\u00e9lere, um devorador.\u00a0 Afoito, prefere as pedras preciosas in natura.\u00a0 Seu af\u00e3 \u00e9 descobri-Ias, jamais o paciente ato de as lapidar.\u00a0 A mistura de velho \u00e1rabe s\u00e1bio com garoto levado que lhe marca a tipologia e o temperamento aparece nos contos.\u00a0 Ora, a surpreendente invers\u00e3o e economia dos contos &#8220;Agenda\u201d, &#8220;Ambulante&#8221;,&#8221; Padre Nosso&#8221; e &#8221; Geladeira&#8221;, ora o vezo regional de maranhense empedernido dos contos &#8220;As Mo\u00e7as do Curralzinho e os Rapazes do Pau Furado&#8221; ou o flagrante da Coluna Prestes pelo interior de seu estado, ou ainda o seu intenso e belo conto &#8220;Engenho Central, Pindar\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o importa que o facundo Joaquim salte da cidade de Imperatriz, no Maranh\u00e3o, para qualquer sartreana ang\u00fastia existencial ou para o erotismo sadio que o atormenta tanto na vida pessoal quanto na literatura. Assim s\u00e3o os facundos: generosos, dispersivos, estr\u00f3inas do talento. O mesmo Joaquim Haickel que pode ser visto jogando de cortador e saltando alto com seus 110 kg no voleibol ou viajando para aprofundar-se na cultura chinesa, por certo sentado ao lado da mais bonita morena presente no avi\u00e3o; o mesmo Joaquim Haickel que pode ser visto a trabalho s\u00e9rio como deputado federal ou ouvido na estrepitosa gargalhada de que s\u00e3o pr\u00f3digos os felizes e saud\u00e1veis, pode ser encontrado, tamb\u00e9m, na ternura simples por personagens femininos que inventa e pressente como a comovente &#8221; Clara Cor-de-Rosa&#8217; ou a vis\u00e3o tr\u00e1gipat\u00e9tica de Francimar o menino que era menina por vontade da m\u00e3e.<\/p>\n<p>Joaquim Haickel \u00e9, pois, um facundo.\u00a0 Sua literatura imita-lhe a vida.\u00a0 E sua vida (ah! que al\u00edvio) \u00e9 venturosa.\u00a0 Sim, enfim, senhores, eis que surgiu algu\u00e9m naturalmente feliz e que do fundo da alegria de viver \u00e9 capaz de encontrar a tragicidade, o espanto, a parada sens\u00edvel.\u00a0 E assim como atira-se a viver, sem tr\u00e9guas, lam\u00farias ou timidez, vai criando e devorando viv\u00eancias e personagens com apetite invej\u00e1vel.\u00a0 Invej\u00e1vel, sim.\u00a0 N\u00f3s outros, temerosos, prudentes, ora ficamos com raiva do desperd\u00edcio \u00e0 espera de que ele amadure\u00e7a os temas e trabalhe os textos, o teor das hist\u00f3rias, a sua ideologia e rigor tem\u00e1tico, ora ficamos \u00e9 mesmo com inveja de tanta seiva, riqueza e talento, o que o leva, pr\u00f3digo mas feliz, ao desperd\u00edcio de quem nasceu forte, alegre, e concebe a vida como deliciosa aventura e, n\u00e3o, como penosa tarefa a enfrentar.<br \/>\n\u00a0<br \/>\n<strong>Artur da T\u00e1vola<\/strong>\u00a0<\/p>\n<h3>Engenho Central, Pindar\u00e9<\/h3>\n<p>Sei, por sua m\u00e3e, que voc\u00ea \u00e9 curioso quanto \u00e0s velhas hist\u00f3rias do Pindar\u00e9, ber\u00e7o de seu pai.\u00a0 E agora que voltei, estou mandando para sua aprecia\u00e7\u00e3o as reminisc\u00eancias de um passado.<\/p>\n<p>O que mais me admirou foi o aumento da popula\u00e7\u00e3o, o muito de desconhecidos que tomaram conta da terra, j\u00e1 que n\u00f3s, os filhos do lugar, processamos em estranhas plagas arriar ferro.<\/p>\n<p>E quede\u00ed-me a pensar naquela manh\u00e3 em que meu av\u00f4, imigrante liban\u00eas, chegou num velho gaiola que fazia a carreira do rio Pindar\u00e9.\u00a0 Chegou, descarregou as malas, e ali mesmo, no p\u00e1tio da f\u00e1brica de a\u00e7\u00facar &#8211; que naquele tempo era a maior riqueza do Maranh\u00e3o &#8211; foi abrindo as malas e vendendo \u00e0 presta\u00e7\u00e3o para os oper\u00e1rios, as roupas de carrega\u00e7\u00e3o e as bugigangas de que se munira no com\u00e9rcio de S\u00e3o Lu\u00eds.<\/p>\n<p>Era o ano de 1909.\u00a0 Por esse tempo, o Munic\u00edpio de Engenho Central, hoje Pindar\u00e9, constava de tr\u00eas ruas, com casas bem distantes umas das outras.\u00a0 As casas das tr\u00eas ruas foram se aconchegando mais.<\/p>\n<p>Foi ali que nasci e cresci.\u00a0 Bons tempos aqueles em que todos se conheciam, e a gente sabia tudo um da vida do outro.\u00a0 Sabia-se, por exemplo, quanto vendera a loja do Dr. Mamede ou o que se almo\u00e7ava em casa do Dr. Florindo; e, quando os pais surravam os filhos, se ouviam de longe os gritos e a taca comendo no lombo e pernas dos garotos que n\u00e3o obedeciam, respeitavam ou temiam os mais idosos. E os passantes ainda gritavam num apoio irrestrito aos pais que corrigiam os filhos: &#8216;-&#8216;Bate, que perdida \u00e9 a que bater no ch\u00e3o&#8221;&#8221; &#8216; Uma execu\u00e7\u00e3o em regra para crescerem disciplinados e educados.\u00a0 Assim conversavam entre si os nossos pais.<\/p>\n<p>As mulheres da vida eram poucas, pela manh\u00e3 os interessados cochichavam com quem dormira a Elpidia e a Florentina.\u00a0 Bons tempos!\u00a0 Na venda do Dico Coelho era a reuni\u00e3o di\u00e1ria, \u00e0 boca da noite, do pessoal de segunda, para um dedo de prosa e um ou outro gole de cacha\u00e7a.\u00a0 E quando estava l\u00e1 o Alexandre, o riso era ouvido com mais freq\u00fc\u00eancia. Ele gostava de contar anedotas e lembro-me ainda de sua m\u00e3o grossa de vaqueiro espalmada mostrando-me nos dedos o passar dos anos e o murchar do sexo dos homens. Mostrando o polegar, ele dizia, olha vinte, no indicador, olha trinta, no m\u00e9dio, olha quarenta, no anular, olha cinq\u00fcenta e, com o m\u00ednimo, bem aberto, e apontando para baixo, olha sessenta.Todos r\u00edamos, porque aquela era a verdade que todos esperavam com o passar dos anos.<\/p>\n<p>Na farm\u00e1cia de Tunico Melo se reunia o pessoal de primeira, e como a fam\u00edlia morasse na mesma casa, as mo\u00e7as casadoiras iam at\u00e9 l\u00e1 e ficavam na sala de visita, enquanto n\u00f3s, os rapazes, fic\u00e1vamos na cal\u00e7ada olhando de quando em vez pela janela aberta.<\/p>\n<p>Quando havia alguma festa de anivers\u00e1rio, o chocolate com bolo de roda, broa ou manu\u00ea era uma verdadeira del\u00edcia!\u00a0 E era tamb\u00e9m uma boa ocasi\u00e3o para brincadeira de prendas ou cantoras acompanhadas por viol\u00e3o.<\/p>\n<p>Aos domingos, o ter\u00e7o rezado na capela por &#8220;Seu Mano&#8221; era um pretexto para os vestidos novos das mo\u00e7as e a pintura no rosto que s\u00f3 nos domingos podiam usar.<\/p>\n<p>Missa s\u00f3 duas vezes por ano: no tempo do Natal e em junho, na festa do padroeiro, com prociss\u00e3o, ladainhas, foguetes, sinos, orquestra (vinda de outra cidade) e tabuleiro de doce.\u00a0 O luar iluminando o largo da capela e roupa nova para o baile.<br \/>\nPadre Hell\u00ederd era o vig\u00e1rio da regi\u00e3o que vinha desde Vit\u00f3ria do Mearim at\u00e9 Boa Vista por esse mund\u00e3o de matos por povoar.<\/p>\n<p>Certa vez, depois de dizer missa em Plndar\u00e9, seguiram viagem para Mon\u00e7\u00e3o e Boa Vista.\u00a0 Era costume alguns senhores da regi\u00e3o viajarem com o padre de um a outro lugar, todos montados em gordos burros de selas com coloridos coxinilhos, arreios enfeitados de moedas de prata e os p\u00e1s enfiados em ca\u00e7ambas de bom metal<\/p>\n<p>Pois bem, certa vez seguiram com o padre alguns senhores de Pindar\u00e9 e, entre eles, Chico Pinto, coronel das terras de Mato-dos-Bo\u00eds.\u00a0 L\u00e1 pras tantas, j\u00e1 anoitecendo, o guia, contrafeito, avisou ao padre que havia perdido o roteiro. Estavam perdidos na mata.\u00a0 Casas eram dif\u00edceis de encontrar numa regi\u00e3o que n\u00e3o as tinha.\u00a0 Todos ficaram apreensivos, e o padre acabou dando esta opini\u00e3o: &#8220;J\u00e1 que estamos perdidos, soltemos as r\u00e9deas aos animais e deixemos que eles nos levem a algum lugar\u201d<\/p>\n<p>Chico Pinto pulou do burro e, soltando uma palmada na sela, berrou no sil\u00eancio da mata: &#8220;&#8221;Forte mis\u00e9ria, padre&#8221;. &#8220;O que foi, Chico?&#8221; perguntou o padre, alarmado.<\/p>\n<p>&#8211; Forte mis\u00e9ria, voc\u00ea passar 11 anos no semin\u00e1rio e hoje deixar-se levar pela cabe\u00e7a de um burro!<\/p>\n<p>Os gaiolas iam de m\u00eas a m\u00eas, e a civiliza\u00e7\u00e3o nos chegava atrasada e em conta-gotas.\u00a0 L\u00edamos jornais com trinta dias de atraso!<\/p>\n<p>E, quando outra noite, um avi\u00e3o perdido nas rotas a\u00e9reas roncou nos c\u00e9us da minha terra, a mulher do Chico Esfola Bode, que h\u00e1 muito vinha traindo o marido, jogou-se aos p\u00e9s do pobre como e confessou seu erro.\u00a0 Quando ficou constatado que n\u00e3o era um peda\u00e7o do c\u00e9u que vinha se quebrando, houve tabefes e facadas.<\/p>\n<p>O primeiro r\u00e1dio chegou!Levado por seu Chibinho Rabelo.\u00a0 Duvido muito que qualquer outro acontecimento neste vasto Pa\u00eds tenha barateando e marcado uma popula\u00e7\u00e3o por quanto nos barateou.\u00a0 Marcou \u00e9poca porque, por mais de cinco anos, foi o \u00fanico r\u00e1dio do lugar.\u00a0 E nesses cinco anos a gente contava as coisas e dizia: foi antes do r\u00e1dio chegar, foi no ano que o r\u00e1dio chegou, foi depois Je chegada do r\u00e1dio.<\/p>\n<p>E o r\u00e1dio avisou at\u00e9 a morte da m\u00e3e de &#8220;&#8216;Leite (2uente&#8221;&#8216;, um preto que nasceu no ano da liberdade.\u00a0 Um dia em que ele passava pela casa dos Rabelo, ouviu o r\u00e1dio dizer.\u00a0 &#8220;,S\u00f3 Leite, ta m\u00e3e morreu&#8221; E ele contava: &#8220;quando uvi o bicho diz\u00ea eu taqu\u00ea p\u00e9, taqu\u00ea p\u00e9 e cheguei l\u00e1 a v\u00e9ia tava dura&#8221;<\/p>\n<p>Minha tia Alzira e dona Jerusa eram as professoras do Pindar\u00e9 e procuravam explicar da melhor maneira o que e como era o r\u00e1dio.\u00a0 Mas n\u00e3o dava para entender e muito menos acreditar.\u00a0 Era mais compreens\u00edvel acreditar num homenzinho de voz possante que se alimentava com coisas estranhas sa\u00eddas de bateria.\u00a0 E quando as baterias, certa vez, enfraqueceram, o r\u00e1dio ficou mudo; teve quem levasse ovos e leite para &#8220;alimentar&#8221; o enfraquecido homenzinho.\u00a0 Era assim o Pindar\u00e9.<\/p>\n<p>E agora, eis-me aqui, no p\u00e1tio da bonita casa de meu irm\u00e3o, h\u00e1 relembrar aqueles tempos.\u00a0 N\u00e3o, n\u00e3o vou dizer que no meu tempo era melhor.\u00a0 Os muitos anos, as desilus\u00f5es e as tristezas que por mim passaram e me fizeram de vista curta \u00e9 que me impedem de apreciar a beleza de que a atual gera\u00e7\u00e3o \u00e9 privilegiada.\u00a0 Ainda h\u00e1 fome.<\/p>\n<p>\u00c9 noite de luar, e eu acabo de ver que \u00e9 a mesma lua e a mesma brisa, o mesmo c\u00e9u e o mesmo Deus de minha gera\u00e7\u00e3o.\u00a0 E isto \u00e9 um conforto.<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<p align=\"right\"><strong>Dedico este conto a minha querida e saudosa tia Josefina,<br \/>\nmulher \u00e0 frente de seu tempo.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vou inaugurar uma nova fase de postagem nesse blog. J\u00e1 que com a mudan\u00e7a editorial do Jornal\u00a0 O Estado do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-422","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Vou inaugurar uma nova fase de postagem nesse blog. J\u00e1 que com a mudan\u00e7a editorial do Jornal\u00a0 O Estado do [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2009-06-28T10:16:58+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Joaquim Haickel\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"9 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"Joaquim Haickel\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325\"},\"headline\":\"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I\",\"datePublished\":\"2009-06-28T10:16:58+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/\"},\"wordCount\":1847,\"commentCount\":5,\"articleSection\":[\"Cr\u00f4nicas\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/\",\"name\":\"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/#website\"},\"datePublished\":\"2009-06-28T10:16:58+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/2009\\\/06\\\/28\\\/um-pedaco-da-ponte\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/\",\"name\":\"Joaquim Haickel\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325\",\"name\":\"Joaquim Haickel\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Joaquim Haickel\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/blogs2.blogsoestado.com\\\/joaquimhaickel\\\/author\\\/joaquimhaickel\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel","og_description":"Vou inaugurar uma nova fase de postagem nesse blog. J\u00e1 que com a mudan\u00e7a editorial do Jornal\u00a0 O Estado do [&hellip;]","og_url":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/","og_site_name":"Joaquim Haickel","article_published_time":"2009-06-28T10:16:58+00:00","author":"Joaquim Haickel","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Joaquim Haickel","Est. tempo de leitura":"9 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/"},"author":{"name":"Joaquim Haickel","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325"},"headline":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I","datePublished":"2009-06-28T10:16:58+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/"},"wordCount":1847,"commentCount":5,"articleSection":["Cr\u00f4nicas"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/","url":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/","name":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I - Joaquim Haickel","isPartOf":{"@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website"},"datePublished":"2009-06-28T10:16:58+00:00","author":{"@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/2009\/06\/28\/um-pedaco-da-ponte\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Um peda\u00e7o da Ponte \u2013 Parte I"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#website","url":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/","name":"Joaquim Haickel","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/#\/schema\/person\/4a711644aff28245c6c2c3452d66d325","name":"Joaquim Haickel","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/473d89339b9f8ec089adb8d5778363eb5a2ba2319956bcf0298bfd8cca04684a?s=96&d=mm&r=g","caption":"Joaquim Haickel"},"url":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/author\/joaquimhaickel\/"}]}},"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=422"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=422"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogs2.blogsoestado.com\/joaquimhaickel\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}